dossier wilson bueno

Wilson Bueno nos habrá legado no pocos textos marcantes, innecesario aquí subrayarlos. ¿A quiénes, nos/as? Cuestión abierta. Por de pronto, para algunos/as, que, en la experiencia de la amistad –no exenta, a ratos, de filosas discordancias–, habremos vislumbrado la móvil radicalidad de su escritura. Textos marcantes no sólo o no tanto en contexto curitibano o brasilero o aun latino- y/o ladinoamericano. Textos marcantes abiertos al descontexto o al contexto por venir en cada textura en que sus marcas marafas se entrelacen, confluyan y vuelvan inéditamente a desarmar todo contexto predeterminado. Otra vez: Wilson Bueno nos habrá legado no pocos textos marcantes, innecesario aquí subrayarlos. Allende la necesidad y la innecesidad del caso, con todo (y nada), cómo no hoy subrayarlos, económica y/o dispendiosamente, cómo no saludarlos.

reynaldo jiménez / andrés ajens junio 2010

viernes, 18 de junio de 2010

AYVU



V I E J O D X X K M D U C A S R Z N

I L D I P E V S B A K A J V R N N Z

E B R M A H O B A R T R J I T Q I O

H O O T S I R O L A F U I A A I Z N

Z Z A S S J C Y N F E D J R Y N W A

N C Ñ A A F V A E O C I A A L F G L

A F A D R T C U A N D D U U C I R L

K W R U O P U G R A S R G G G E I E

A L E R S X G A E H I U E A I R T T

B P T E Q K W R O O T J M J I N S S

U O A N Y T M A W K H A A M C O I A

T R E H U W G P B J F W T U A V X C

A T T E C O V E P A V A E R A R E U

R U X H A G Q E J M S S R E R Y R N

A G W L B R I N K S C I A T J Z B L

U U S R Q N P A G F I S Ñ Y Y F O Y

G E D L F C W K U Y X Z A I L H S V

Q S P I N A R A U G E X M Y R N S V



alberto allard / santiago de chile

a wilson bueno, en los cielos



ia um menino noutra língua noutra gíria noutro sotaque

caso de coherdar colapso da circunvizinhança, ui rosa, ia de jipe

onde ia ser o sítio da grande poesia – árvore ávida, a vida

tecno podia raiar às vezes numa extraordinária migrância no insabível;

a cobra atravessando a estrada candelabros pálidos a árnica

– o peru-seu, grugulejou o exergo, desaparecer no grão nulo dum segundo –

um miligrama de morte, vírgula ou corte, milagre da vida


la pirca, 1º de junio, 2010




andrés ajens / santiago de chile

wb



unas corrientes en verdad indomables con las que o se convive o aniquilan pero entonces antes arrecian en la risa imparable que nos producía ese texto kafkiano apócrifo verdadero kafka curitibano de siglos todo mezclado sin embargo límpido en la traza de voces enhebradas en tanto performata de voces que él inscribe incluso para hacernos reír como kafka a sus amigos según narra zolla mientras les leía capítulos enteros de el castillo o el proceso a xícara de franz o era de fritz a quién pertenecía esa risa wilson bueno a xicara leía y reíamos aquellos otros hacía meses que no podía reírme así reírme tanto hacía siglos que un escrito o su voz no me hacía reír de esa manera en esa forma precisa al sacudirme la persona social por la presencia indecisa física del hambre de decir seguir oyendo y ser oído en tanto mar ahí sin medir consecuencias o muy bien midiéndolas de a una necesaria risa precisa



reynaldo jiménez / buenos aires

guillermo daghero

a w b



de mañana

café en bar 31 05 2010


enfrente

dos personas falam e falam


falam raro

falam cruzado se mueven

falam formas marafas

marafonas digo para mí



llego a casa

veo/leo mail


bueno no es nada

bueno no es nada


mano temblorosa sobre notebook

digo bueno, fue mucho para mí


guillermo daghero / córdoba